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Polícia indicia vereador por importunação sexual dentro da Câmara de Currais Novos

Polícia indicia vereador por importunação sexual dentro da Câmara de Currais Novos

Investigação analisou depoimentos e imagens de videomonitoramento; parlamentar afirma que denúncia é “perseguição política”

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava uma denúncia de importunação sexual contra o vereador Lucieldo da Silva (PSDB), de Currais Novos, e decidiu pelo indiciamento do parlamentar. O caso envolve um episódio que teria ocorrido nas dependências da Câmara Municipal.

De acordo com a investigação, foram analisados depoimentos da mulher que apresentou a denúncia, de testemunhas e imagens do sistema de videomonitoramento da Casa Legislativa. Segundo a Polícia Civil, as gravações registrariam contato físico invasivo e sem consentimento na região glútea da denunciante.

O vereador foi indiciado pelo crime previsto no artigo 215-A do Código Penal, que trata da importunação sexual. A legislação estabelece pena de um a cinco anos de reclusão para a prática, quando a conduta não constitui crime mais grave.

Lucieldo da Silva afirmou que não pretende se manifestar detalhadamente sobre o caso neste momento. O parlamentar, porém, declarou que a denúncia “não passa de perseguição política”, apresentando sua versão sobre a investigação.

O indiciamento realizado pela Polícia Civil não significa que o vereador tenha sido condenado. Com a conclusão do inquérito, o procedimento deverá ser encaminhado ao Ministério Público, que analisará as provas reunidas e decidirá se apresenta ou não uma denúncia à Justiça.

Na esfera legislativa, a Câmara Municipal de Currais Novos também deverá analisar a denúncia. A previsão é que os vereadores apreciem o caso nesta terça-feira (11), durante a primeira sessão ordinária de agosto, para decidir sobre o encaminhamento à Comissão de Ética Parlamentar.

A apuração administrativa ocorrerá de forma independente da investigação criminal. Enquanto o Ministério Público avaliará os elementos reunidos pela Polícia Civil, a Câmara poderá analisar a conduta atribuída ao parlamentar sob a perspectiva ética e parlamentar. Servidoras efetivas da Casa também divulgaram uma nota de solidariedade à mulher que apresentou a denúncia e defenderam a apuração do caso.

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