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PF diz que Valdemar desviou R$ 119 milhões em emendas; Dino bloqueia bens do presidente do PL

PF diz que Valdemar desviou R$ 119 milhões em emendas; Dino bloqueia bens do presidente do PL

Investigação aponta suposto direcionamento de recursos públicos mesmo sem mandato no Congresso; defesa nega irregularidades

A Polícia Federal afirma que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teria atuado no direcionamento irregular de R$ 119 milhões em emendas parlamentares mesmo sem possuir mandato no Congresso Nacional.

Com base nos elementos reunidos na investigação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar.

A decisão também suspendeu a execução das despesas públicas relacionadas às emendas sob suspeita.

Segundo a Polícia Federal, as emendas teriam sido encaminhadas de forma irregular e desviadas, com a possibilidade de Valdemar ter sido o beneficiário final do esquema investigado.

Dos R$ 119 milhões sob apuração, aproximadamente R$ 104 milhões já haviam sido efetivamente pagos, segundo a corporação.

A investigação identificou 21 emendas parlamentares sob suspeita, com datas de empenho entre junho de 2024 e março de 2026.

Os recursos foram destinados principalmente às áreas de saúde e turismo.

A maior emenda identificada pela PF, no valor de R$ 24,9 milhões, teve como destino o município de Porto Seguro, na Bahia.

A apuração teve origem na Operação Transparência, deflagrada em dezembro de 2025.

Durante a análise do celular de uma assessora ligada ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira, a PF encontrou mensagens e planilhas que, segundo os investigadores, indicariam a atuação de Valdemar no direcionamento de recursos.

A corporação afirma que os documentos traziam indicações atribuídas ao presidente do PL e que, para dar aparência de legalidade às destinações, nomes de parlamentares eram incluídos como supostos solicitantes das emendas.

A defesa de Valdemar Costa Neto nega qualquer irregularidade.

Os advogados afirmam que ele não obteve vantagem pessoal e criticam o bloqueio de seu patrimônio.

Também sustentam que é legítimo um presidente partidário dialogar com parlamentares, defender prioridades e influenciar politicamente a bancada, desde que não haja fraude ou apropriação indevida de recursos públicos.

Além do bloqueio, Flávio Dino determinou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, apresente em dez dias os documentos relacionados à tramitação interna das emendas investigadas.

O caso segue sob investigação.

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