Mãe de Zaira Cruz questiona retorno de condenado à Polícia Militar
Maria Ozanete Dantas criticou decisão que reintegrou Pedro Inácio, condenado a 20 anos pelo estupro e homicídio da universitária
A mãe da universitária Zaira Cruz, Maria Ozanete Dantas, criticou a decisão judicial que determinou a reintegração de Pedro Inácio Araújo de Maria à Polícia Militar do Rio Grande do Norte. O policial foi condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da jovem.
Maria Ozanete afirmou que respeita a decisão da Justiça, mas questionou o significado do retorno do condenado aos quadros da corporação. Segundo ela, a medida gera preocupação entre familiares de vítimas e levanta dúvidas sobre a segurança e a mensagem transmitida à sociedade.
“Que mensagem estamos passando para essas famílias?”, questionou a mãe de Zaira. Ela também afirmou que considera difícil aceitar que um condenado possa voltar ao trabalho na corporação enquanto cumpre pena e que a família continua convivendo com a ausência da universitária.
Ozanete destacou ainda que sua luta não se limita à memória da filha. Segundo ela, a família busca também preservar a dignidade de Zaira e contribuir para que outras famílias não enfrentem situações semelhantes.
A decisão que permitiu o retorno de Pedro Inácio foi tomada pelo desembargador Cláudio Santos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. O magistrado suspendeu a expulsão do policial e determinou sua reintegração à PM enquanto o mandado de segurança apresentado pela defesa é analisado.
Pedro Inácio havia sido excluído da Polícia Militar em julho. O processo administrativo considerou que a condenação criminal era incompatível com sua permanência na corporação. Com a decisão judicial, os efeitos da expulsão foram temporariamente suspensos.
Em dezembro de 2025, Pedro Inácio foi condenado pelo Tribunal do Júri a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio qualificado de Zaira Cruz. A universitária tinha 22 anos e foi encontrada morta em março de 2019, durante o Carnaval de Caicó. Atualmente, ele cumpre a pena em regime semiaberto domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.



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