Caiado acusa Flávio Bolsonaro de “conspirar contra a economia do Brasil” por tarifaço
Pré-candidato à Presidência criticou atuação do senador nos Estados Unidos e disse que defesa da economia brasileira deve estar acima da disputa eleitoral
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro “conspirou contra a economia do Brasil” ao se envolver nas discussões sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
A declaração foi feita durante uma sabatina nesta terça-feira (7), quando Caiado foi questionado sobre a atuação de Flávio nas negociações relacionadas ao tarifaço.
O governador classificou como “inaceitável” a postura do senador e afirmou que o episódio representa uma atuação contrária aos interesses econômicos do país.
Durante a conversa, o mediador questionou Caiado sobre a possibilidade de enquadrar a situação como uma espécie de traição à pátria.
Em resposta, Caiado afirmou que legislações de países democráticos costumam prever punições para situações de conspiração contra a economia nacional.
O governador também criticou o pedido de adiamento das tarifas até depois das eleições brasileiras.
Segundo Caiado, suspender temporariamente a medida criaria um “falso positivo” para a população, já que o problema poderia retornar após o período eleitoral.
Na avaliação do pré-candidato, a discussão deve ter como prioridade a proteção da economia brasileira e não os interesses eleitorais de qualquer grupo político.
Caiado também fez críticas ao Itamaraty e afirmou que a política externa brasileira estaria sendo conduzida com base em questões ideológicas.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, afirma que sua atuação nos Estados Unidos tem como objetivo defender o cancelamento das tarifas contra produtos brasileiros.
Nesta terça-feira, o senador participou de uma audiência pública nos Estados Unidos, ligada à investigação comercial aberta com base na legislação americana.
A disputa em torno do tarifaço aumentou a tensão política entre os pré-candidatos à Presidência e passou a ocupar espaço central no debate eleitoral de 2026.



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