MP deflagra operação contra esquema bilionário de sonegação no setor de autopeças do RN
Operação Catálise investiga empresas suspeitas de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e associação criminosa em cinco municípios
O Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Catálise, voltada à investigação de um esquema bilionário de sonegação fiscal no setor de autopeças. A ofensiva é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf/RN).
A operação cumpre mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e João Câmara. O principal alvo da investigação é uma rede de empresas que, segundo o Ministério Público, estaria envolvida em um modelo estruturado de fraude contra o sistema tributário estadual.
De acordo com as investigações, o grupo teria utilizado o fracionamento intencional do faturamento entre empresas para dificultar a identificação das operações e reduzir o recolhimento de ICMS. A prática teria provocado prejuízos aos cofres públicos estaduais.
Além da suspeita de sonegação fiscal, a investigação apura possíveis crimes de associação criminosa, falsidade documental e lavagem de capitais. A operação busca recolher documentos e outros elementos que possam contribuir para esclarecer o funcionamento do esquema e identificar a participação de cada investigado.
As medidas judiciais também têm como objetivo atingir o patrimônio dos suspeitos. O bloqueio de bens e a descapitalização da estrutura financeira investigada buscam preservar recursos que possam ser utilizados posteriormente para reparar eventuais danos causados ao erário estadual.
A força-tarefa reúne o Ministério Público, por meio do Gaesf/RN, a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Procuradoria-Geral do Estado e a Secretaria de Estado da Fazenda. A atuação conjunta envolve tanto a coleta de novas provas quanto o cumprimento das medidas determinadas pela Justiça.
As investigações continuam para dimensionar a extensão das irregularidades e identificar todos os envolvidos no esquema. O objetivo das autoridades é esclarecer a estrutura utilizada para a suposta fraude e assegurar a responsabilização dos envolvidos, caso as suspeitas sejam confirmadas.



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