José Dias afirma que dívida do governo Fátima já supera passivo deixado por Robinson
Deputado cita atrasos com municípios, precatórios e emendas; líder do governo rebate críticas da oposição
O deputado estadual José Dias afirmou que os passivos acumulados durante a gestão da governadora Fátima Bezerra já seriam maiores, em valores nominais, que a dívida salarial deixada pelo ex-governador Robinson Faria ao final de 2018.
A declaração foi feita durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em meio a um debate entre deputados da oposição e parlamentares da base governista.
José Dias contestou o discurso de que o pagamento das folhas salariais atrasadas herdadas da gestão anterior representa um dos principais méritos do atual governo.
Segundo o parlamentar, a situação financeira atual também envolve atrasos em repasses destinados aos municípios, precatórios e emendas parlamentares.
Durante o pronunciamento, José Dias afirmou que existem cerca de R$ 212 milhões em repasses pendentes aos municípios. Ele também citou mais de R$ 400 milhões em precatórios represados e mais de R$ 100 milhões em pendências relacionadas a emendas parlamentares.
Na avaliação do deputado, considerando também compromissos de anos anteriores, os valores relacionados às emendas poderiam se aproximar de R$ 200 milhões.
José Dias reconheceu, no entanto, que a comparação apresentada por ele foi feita em valores nominais e que não possuía, naquele momento, um cálculo atualizado pela inflação para comparar as duas gestões.
As críticas também foram reforçadas por outros deputados da oposição, que questionaram atrasos em repasses de recursos como ICMS, IPVA e Fundeb destinados aos municípios.
O líder do governo na Assembleia, Francisco do PT, rebateu as acusações. Ele afirmou que não existe discriminação política no pagamento das emendas parlamentares e declarou que algumas pendências estão relacionadas à ausência de plano de trabalho, necessidade de remanejamento ou processos ainda em tramitação.
Francisco também defendeu a gestão de Fátima Bezerra e destacou o pagamento das folhas salariais atrasadas herdadas do governo anterior, além dos investimentos realizados na recuperação de rodovias estaduais.
O debate evidenciou a disputa entre oposição e governo em torno da situação financeira do Rio Grande do Norte e da comparação entre as gestões de Fátima Bezerra e Robinson Faria.



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