Pente-fino em presídios do RN termina sem encontrar nenhum celular
Operação Mute vistoriou três unidades prisionais do estado durante ações realizadas entre terça (22) e sexta-feira (25)
A Operação Mute foi concluída nesta sexta-feira (25) no Rio Grande do Norte sem localizar celulares ou outros aparelhos de comunicação proibidos nas três unidades prisionais vistoriadas. A última inspeção ocorreu na Cadeia Pública Dinorá Simas Lima Deodato, em Ceará-Mirim.
As ações começaram na terça-feira (22), na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, e continuaram na quarta-feira (23), na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, ambas em Nísia Floresta. Durante as inspeções, os policiais penais verificaram celas, estruturas, instalações e áreas internas e externas das unidades.
A operação é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e, no Rio Grande do Norte, foi executada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Polícia Penal, com participação da Polícia Penal Federal.
Além dos policiais penais que atuavam nas unidades, participaram das ações equipes do Departamento de Operações Táticas (DOT) e de grupos operacionais. O trabalho teve como objetivo identificar dispositivos eletrônicos proibidos e outras possíveis irregularidades no interior dos estabelecimentos.
A Operação Mute integra as ações do Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater a comunicação ilícita e possíveis atividades de organizações criminosas a partir dos presídios. No RN, a Polícia Penal utiliza equipamentos como bodyscans e pórticos detectores de metais nas rotinas de fiscalização.
Segundo a SEAP, as celas das unidades vistoriadas não possuem pontos de energia elétrica, medida que dificulta o carregamento e o uso de aparelhos eletrônicos. A secretaria informou ainda que edições anteriores da Operação Mute realizadas no estado também não localizaram aparelhos de comunicação nas unidades inspecionadas.


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