Pesquisas que apontavam Álvaro na liderança são alvo de inquéritos no RN
Dois levantamentos eleitorais foram encaminhados ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal após questionamentos sobre os dados coletados
Duas pesquisas eleitorais que colocavam o ex-prefeito de Mossoró Álvaro Dias (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte são alvo de inquéritos criminais. Os levantamentos foram questionados na Justiça Eleitoral e posteriormente encaminhados ao Ministério Público Eleitoral e à Polícia Federal.
As pesquisas são dos institutos Ipsensus e Média Inteligência em Pesquisa. No levantamento do Ipsensus, Álvaro aparecia com 32,5%, seguido por Allyson Bezerra, com 27,3%, e Cadu Xavier, com 16,8%. Já a pesquisa da Média apontava 32,1% para Álvaro, 27,5% para Allyson e 18,1% para Cadu.
Entre os questionamentos apresentados à Justiça estão inconsistências relacionadas à coleta dos dados. No caso do Ipsensus, foram apontados volumes de entrevistas considerados incompatíveis com a capacidade informada dos entrevistadores, além de identificadores repetidos em questionários e ausência de dados de geolocalização.
A pesquisa da Média Inteligência também apresentou problemas apontados durante a apuração. Segundo o processo, parte das entrevistas teria sido realizada antes do registro do levantamento na Justiça Eleitoral, enquanto as coordenadas de localização indicavam pontos diferentes dos municípios declarados para a coleta.
Apesar das investigações, nenhuma das duas pesquisas foi suspensa pela Justiça Eleitoral. Os levantamentos continuam formalmente registrados, enquanto a apuração criminal busca esclarecer se houve fraude, falsidade ideológica eleitoral ou outras irregularidades.
O caso não envolve apenas pesquisas favoráveis a Álvaro Dias. Outros quatro levantamentos que apontavam Allyson Bezerra na liderança também foram suspensos ou considerados irregulares ao longo de 2026. Uma nona pesquisa foi declarada irregular por apresentar questionamentos considerados direcionados a um dos pré-candidatos.
Até o momento, nenhum dos institutos envolvidos foi condenado criminalmente. Os inquéritos ainda estão em fase inicial e caberá à Polícia Federal apurar se houve prática de crime, identificar eventuais responsáveis e esclarecer as circunstâncias das irregularidades apontadas nos levantamentos.



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