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TSE nega ataque hacker em filiação de Flávio ao Missão

TSE nega ataque hacker em filiação de Flávio ao Missão

Corte aponta uso indevido de ferramenta partidária para registrar mudança no cadastro eleitoral do senador

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não houve ataque hacker ao sistema da Justiça Eleitoral no episódio que registrou o senador Flávio Bolsonaro como filiado ao partido Missão. Segundo a Corte, a alteração ocorreu por meio do uso indevido de uma ferramenta disponibilizada aos partidos políticos.

A mudança no cadastro eleitoral foi identificada nesta quarta-feira (12), quando Flávio apareceu como integrante do Missão, embora sua filiação ao Partido Liberal (PL) ainda estivesse vigente. A situação gerou um impedimento para o registro de sua candidatura à Presidência da República pelo PL.

A equipe do senador afirmou que a alteração foi fraudulenta e passou a buscar a regularização do cadastro. Inicialmente, também foi levantada a possibilidade de que o sistema da Justiça Eleitoral tivesse sido invadido.

O TSE, porém, descartou a hipótese de ataque hacker. Conforme a Corte, o registro foi realizado utilizando credenciais relacionadas a uma ferramenta de gerenciamento de filiações partidárias, que pode ser acessada por pessoas autorizadas pelas próprias legendas.

O caso deverá ser investigado para identificar quem utilizou a ferramenta e esclarecer as circunstâncias da alteração. O episódio também envolve o próprio Missão, que afirmou ter sido vítima de uma filiação considerada irregular.

A situação ocorre às vésperas do prazo para o registro das candidaturas às eleições de 2026. A regularização da filiação de Flávio é necessária para que o senador possa formalizar sua candidatura pelo PL.

As autoridades responsáveis deverão analisar os registros de acesso e demais informações disponíveis para esclarecer a origem da alteração. Até a conclusão das apurações, a filiação registrada no sistema permanece como alvo de questionamentos.

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