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Vereador indiciado por importunação diz ser “brincalhão”

Vereador indiciado por importunação diz ser “brincalhão”

Lucieldo da Silva pediu desculpas durante sessão e afirmou que episódio foi involuntário e ocorreu fora do contexto divulgado

O vereador Lucieldo da Silva (PSDB), de Currais Novos, se pronunciou nesta terça-feira (11) após ser indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual contra uma estagiária da Câmara Municipal. Durante a sessão, o parlamentar pediu desculpas à servidora e negou ter tido intenção de assediá-la ou desrespeitá-la.

Em seu pronunciamento, Lucieldo afirmou que mantinha uma relação de amizade com a estagiária e que os dois costumavam conversar e brincar. O vereador declarou ainda que considera seu comportamento extrovertido e brincalhão e disse que o episódio teria ocorrido de maneira involuntária.

O parlamentar também questionou a forma como as imagens do caso foram divulgadas. Segundo ele, o trecho utilizado na repercussão seria apenas parte de uma situação mais ampla e não representaria, em sua avaliação, o contexto completo do episódio.

A versão apresentada pelo vereador contrasta com a conclusão da investigação policial. De acordo com a Polícia Civil, o inquérito reuniu depoimentos da denunciante e de testemunhas, além de imagens das câmeras de segurança da Câmara. A corporação afirmou que as gravações registraram contato físico invasivo e sem consentimento.

Lucieldo foi indiciado com base no artigo 215-A do Código Penal, que trata do crime de importunação sexual. O indiciamento, entretanto, não representa uma condenação, e o vereador permanece com direito à presunção de inocência durante as demais etapas do processo.

Com a conclusão da investigação, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte. Caberá ao órgão analisar as provas reunidas e decidir se apresenta ou não uma denúncia contra o parlamentar à Justiça.

Durante a sessão, mulheres também realizaram uma manifestação na galeria da Câmara de Currais Novos, com cartazes cobrando providências e defendendo o combate à violência contra as mulheres. O presidente da Casa, João Gustavo, afirmou que o silêncio adotado durante a investigação ocorreu para preservar o sigilo do procedimento e a segurança da denunciante.

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